Fui saber dessa campanha, caí aqui neste blog. Mas que coisa esquisita: a história do Teatro está toda lá na Casa de Cultura. Antes disso, não tem, e veja abaixo por que…
NÃO PROCUREM O QUE NÃO EXISTE!!!
HISTÓRICO: OURO VERDE NÃO FOI O PRINCIPAL PALCO ANTES DE 1978!!!
Refrescando a memória
OURO VERDE NÃO FOI O PRINCIPAL PALCO EM LONDRINA NOSANOS 50, 60 E 70
Vai se falar muito no Ouro Verde agora, até sair a reconstrução, ou quando sair, e por isso seria
interessante se lembrar de uma série de coisas que estão sendo ignoradas, para o bem da memória
local e da correta visão da história das apresentações e eventos na cidade:
1) Apenas a partir do final dos anos 70 o Ouro Verde, adquirido pelaUEL, se tornou o palco das
principais apresentações, “artísticas ou não”, na cidade.
2) Antes disso, os palcos foram: Cine Teatro-Municipal/Cine Jóia, Teatro Filadélfia, Colossinho,
auditórios do Hugo Simas, da antiga Rádio Londrina (R.Goiás) e outros, Concha Acústica, Moringão.
3) Na área de teatro, o principal grupo local entre 57 e 64 usou inúmeros espaços, nunca o Ouro Verde.
Usaram até mesmo o porão traseiro da catedral.
4) Nos 35 anos da cidade, em 1969, a banda municipal se apresentou no cine Augustus, com presença
do governador do Estado, onde foi exibido filme a cores de 60 minutos e outras apresentações.
5) Pouco tempo antes de ser consumido por um incêndio, em 1975, o Cine Jóia (ex-Municipal) ainda era
palco principal de várias fases do Festival Universitário, alternando com o Filadélfia, ou o teatro da JK.
A edição de 1970, por exemplo, a terceira, ocorreu nos palcos do cine Jóia, em várias etapas.
6) O teatro Filadélfia é o principal associado à memória dos anos do festival Universitário.
7) Apresentações muito esparsas ocorreram no Ouro Verde, mas insuficientes para fazer dali o principal
palco antes do fim dos anos 70. Seja em teatro ou exposições artísticas ou outras atividades. Seu
palco não era adequado e era um palco estreito comum de cinema, não era cine-teatro desde o início.
Mesmo em cinema, o Ouro Verde já nascia antiquado em sua arquitetura: mal foi inaugurado, apareciam
os formatos de tela-larga, cinemascope, vistavision e cinerama. Depois de transformado em cine-teatro,
ocorreram lá as mais péssimas projeções da história do cinema, como um melancólico “Lawrence da
Arábia” em1990, que parecia estar sendo projetado com a imagem deformada e péssimo som nos fundos
de um depósito. Como cinema, representou a hollywood mais tradicional e rançosa até 1975.
9) Há muito tempo o espaço estava rançoso e inadequado até mesmo para teatro (daí o novo projeto que já
começou com o pé esquerdo em vários sentidos), embora ali se mantivesse parte da tradição da região central
da cidade. Em algumas apresentações, morcegos rondavam o palco.
10) Além do Cine-Teatro Municipal, inaugurado em 1940 e mais tarde, como Cine Jóia, existiu por dois
anos o Cine-Teatro Pérola, na Quintino, na verdade o nome final do primeiro Cine Londrina, depois Avenida,
depois Brasília, depois Pérola, sobrevida esta que também foi fraca em apresentações.
11) Mesmo no cineclubismo e sessões especiais o Ouro Verde não foi o principal: as sessões especiais
ocorriam no Municipal/Jóia, Augustus, e no caso do cineclube, usaram até mesmo o Cinerama entre 1968 e 1971
para projeções de filmes especiais, além do Cine Vila Rica, onde foi exibido em 1971, “Rocco e Seus Irmãos”
entre tantos outros exemplos, sem contar outros espaços como o Júlio Fuganti.
12) O Filo não existe desde 1968 e o Ouro Verde não é desde 1952 seu “mais tradicional palco”, como tentam
dar a entender nos folhetos e revistas. O Filo começou nos anos 80. Nos anos 70, ainda era o Festival Universitário.
Todos sabem a importância do Ouro Verde, masconvém não distorcer a história e as condições do espaço.
Carlos J.Ribeiro, escritor, pesquisador
Excelente resgate!
O emblematico disto tudo, é que os remanescentes com chances de termos o que contar sobre um pouco de nós, no futuro, estão nas mãos da UEL, Cine Ouro Verde em primeiro, e Cine Com-Tour em segundo.
Se ambos fossem por outros caminhos, nem precisariamos de incendios pavorosos, pra serem extintos, definitivamente.
Sobre a “atualização tecnológica”, a Arquitetura costuma ser sempre a sua primeira vítima, sendo que o Urbanismo, é a sua segunda.
Já nós, os humanos, vamos muito bem, até mesmo se adaptando á vida em Estações Orbitais.
“Nascer antiquado”, como foi muito bem colocado, é um dos maiores desafios de qualquer edificação, calçada, rua ou bairro e, com a passagem do tempo, surgem demandas impensáveis e algumas, cronicamente impossiveis de se atualizar, então, operamos em camadas sucessivas, sobre o que já tínhamos.
Eu não diria nenhum absurdo, se propusesse um estacionamento em sub-solos, sob o Ouro Verde, como um dos itens à atualizar, aproveitando a devastação, afinal, a população brasileira está envelhecendo e durando bem mais, e a cidade feita para 30.000 habitantes, vai bater a casa das 750.000 almas, quando em 2034…
Mas, sabem como é, vai faltar senha prá imbecis zurrando ser mais muito mais prioritário pra Londrina o construir de hospitais, escolas, asfaltar bairros, comprar cadernos, capinas, roçagens, etc, etc, etc…
me perdoe os londrinenses,mas parece que so agora repararam que OURO VERDE existe,depois deo incendio pessoas lamentam,dao valor ?? um patrimonio da cidade esquecido por muitos.porque deixaram chegar ao ponto que chegou?? vale lembrar uma frase bem conhecida:QUEM AMA,CUIDA:.primeiro vem a desgraca pra depois darem valor??.
Carlos J.Ribeiro, havia também na época, anos 60, a Rádio Difusora, que funcionava na Rua Sta Ca
tarina,com um palco (auditório). Na época, o
Centro Acadêmico XXI de abril( Odontologia),
trouxe o Teatro de Arena,que encenou a peça Arena conta Zumbi,com os atores:Lima Duarte
G.F.Guarnieri,Marília Pêra e mais que não me
recordo.Essa é minha pouca contrubuição para os esclarecimentos.Não tenho,nem sei quem tem
fotos da época.
Sr carlos,o incendio no cine joia foi antes de 1965.
O sr não se enganou não,ou teve outro incendio.
Foi reformado,e em 1967 passava os faroestes
espaguete,com franco nero e giuliano gemma.
Bons tempos.
Tenho ficado calado não desde o recente incendio apenas, mas desde que o Cine Ouro Verde foi vendido para a UEL e outras funções. Não queria criar polêmica, mas faço das palavras, na íntegra do sr. Carlos J. Ribeiro, como se fossem minhas próprias. Devemos cuidar das nossas verdadeiras memórias e, no descuido começam a aparecer “estórias” de quem nem estava na cidade, sonhadas e inventadas. Existia nas esquinas das ruas Goiás e João Candido, o “GPT” Grupo Paranaense de Teatro (salvo engano) no qual participei de uma peça há mais de 50 anos. Parabéns meu caro, pela denúncia/reclamação/esclarecedora.
Todas estas historias são muito bonitas, sem duvidas, um bom resgate tambem, muito bem feito nem sabia que a cidade já teve tanto no ramo, mas são o que são, historias muito bonitas pra ficar nas fotografias e nos textos dos livros. E servem inclusive prá alimentar saudosismo, nostalgia e lembranças, POIS NÂO EXISTEM MAIS NENHUM DOS LUGARES CITADOS, por incuria, burrice, pressa, egoismo, distração, pilantragem, achismo, pedantismo e poir aí foram. Agora, atualizar o que temos, com chance de reconstruirmos, ninguem diz nada? Vamos ficar num chororô desses, vivendo de de memórias virtuais ao vento, deixando as reais como se fossem redomas de cristal intocaveis? Baita oportunidade esta a de termos um referencial atualizado e moderno por dentro, com a casca de como sempre foi. No mais, o Cinte Teatro Universitário Ouro Verde pode ter sido nada nem porcaria nenhuma, como foi bem lembrado mas até onde me lembro, é o unico que estava de pé, até mes passado. Cuidemos de nossas verdadeiras memorias, com escrita e fotografia e livros e blogues. Das memorias novas, o que precisamos de verdade, são os projetos, ideias, concreto, tinta, tapete, luz, catraca e poltrona. E até mesmo um estacionamento, como sugerido, e por que não? Ou agora nós vamos todos ao cine com nossos jipes, parando na Av. Paraná, rente às calçadas, com choras-paulistas nas fachadas?
Estacionamento? hahahaha… aí quem sabe da pra gastar os 80 milhões que o colega orçou pra obra não é?
parabéns!
é isso ai, o ouro verde é de 80 para cá.
É daí que é de 1980 para cá? São mais de 30 anos, horas. Vamos deixar apagar as memórias dessas três décadas, como deixamos apagar as três décadas anteriores? Tenha paciência! Que visão mais rasa…
Concordar com o monte de asneiras ditas por Mauro dá bem a imagem, para outros visitantes lúcidos do site, quem é o burro e o suíno, onde a lama e o curral… Lavo meus olhos e minhas mãos de tanta asneira. Gente desse nível não merecerá nem mais uma resposta ARRRCHCHH! Leiam meu livro “MÉTODO SEM MÉTODO APRIMORAMENTO PELA FILOSOFIA”, e aprendam a raciocinar e pensar, depois ataquem os verdadeiros monopolizadores, dominadores e que estão mamando nas verbas, quem está fazendo a ignorância valer em Londrina (inclusive em comunicações) se é que são homens, além de uns recalcados, grosso, analfabetos e boçais. Londrina tá pior que parece.
Moro em Londrina desde 1956 e é verdade o resgate à memória feita pelo Sr. Carlos. O Ouro Verde foi “restaurado” no governo Jaime Lerner, governador de tristes lembranças. Naquela “restauração” apenas lavaram as pastilhas e trocaram o piso de madeira. Colocaram uma madeira que exalava um cheiro horrível. Na época gastarm mais de 3 milhões. Agora estou ouvindo cifras de mais 25 milhões, não seria o caso de construir um novo teatro?
AAqui vai um imbecil zurrando.
Acho que a prioridade do dinheiro publico é
para construir hospitais,limpesa,asfaltar bairros e comprar cadernos sim senhor.
Quem gosta de teatros suntuosos são os ricos.
Então os ricos abonados que fazem uma coleta entre eles e façam um mega teatro,com estacio
namentos,ar condicionado.
Quer saber,o pobre esta se cagando para teatro,muito menos um cinema lá de vez em quando.
Gastar 150 milhões neste caxotão,que me desculpe a memoria do artigas,pois tem obras suas em todo estado de são paulo,e muitas
feitas de um projeto só,como a rodoviaria de catanduva,feitas na mesma epoca,e iguais.
Então meu irmão,é muito dinheiro jogado no ralo,já começa com as reformas anteriores.
Com os milhões que foram desembolsados,daria
primeiramente ter se adaptado um bom sistema
anti incendio.
Se for minha opinião válida,construiria o teatro que já está projetado no marco zero,
que com certeza será mais imponente que o cine ouro verde ,talvez com menos dinheiro.
Diversão culta, não é para quem tem espirito de eterno pobre (ou espirito de porco, como parece ser o caso aqui de alguns zurradores de sempre, apesar do suíno). A prioridade do dinheiro publico, ultimamente, é a de desviar verbas, e não atender demandas, sejam prá lazer ou saude, incluindo teatros e hospitais, mas poucos pobres percebem que, com uma população mais culta, tem-se menos doentes e /ou acidentados, só prá citar. E rico que é rico de verdade, vai direto prá SP, sem nem sujar os pés de vermelho, que todos eles adquirem asco de suas origens. Estou ficando de saco cheio, apesar de meu perfil discreto e comedido, em ler tanta besteira. onsiderando só o que lí aqui, prá que história e memória, se o local foi isso ou aquilo a partir do dia X ou ano Y? Que discussão vazia e infantil é essa? Do jeito que estamos, vamos propor um estacionamento sim, mas jamais no suboslo, onde seria útil e oportuno e sim no terreno limpo do ex-Ouro Verde e eu digo só o estacionamento mesmo com alambrado na frente, sem telha de amianto e mais nada, com um analfabeto na porta, entregando tiquete. Quanta asneira, meus senhores…
Concordo totalmente, sr. Mauro. É asneira demais. Por isso Londrina está nessa draga. É muita gente pensando curto, pensando pequeno, não vêem um palmo a frente do nariz.
Não caiu ainda? Ah, deixa pra lá… Pelo estilo é o velho zurrador da cidade ou um discípulo dele. Quem sabe receba diretamente o que também é indiferente… Burro velho não pega marcha. Ele se contradiz a si mesmo.