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15/04/2011 às 10:57 - Atualizado em 16/04/2011 às 10:13
O governador do Paraná, Beto Richa, acompanhado de praticamente todo o seu secretariado, está realizado, nesta sexta-feira (15) a primeira audiência pública fora de Curitiba, durante a 51a Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, a ExpoLondrina 2011. O encontro político, que estava marcado para começar às 10h, começou com praticamente 50 minutos de atraso. Junto com os secretários, o prefeito de Londrina, Barbosa Neto, de Cambé, João Pavinatto, o deputado federal André Vargas.
10h56 - Tem início oficial as atividades políticas, com as bênçãos ecumênicas do reverendo Osni Ferreira e do padre Cesar Braga.
10h57 - pronunciamento do governador Beto Richa
Sauda a todos os presentes. Ele diz que é um motivo de muita alegria, satisfação de estar na terra natal e que escolheu Londrina para a primeira audiência pública que será constante em todo o seu mandato. É por conta de uma dívida de gratidão com Londrina e seu povo, primeiramente por ter sido nascido aqui e que acolheu a sua família toda. Depois, por ter quase 72% dos votos neste município, que acreditou na candidatura a governo do Estado com propostas de mudanças, de estilo, de conceitos, do jeito de governar. Um governo democrático, com um novo jeito de governar, indo onde estão as pessoas, ouvindo suas demandas para, a partir daí, traduzir em ações adminsitrativas que atendam os interesses. Beto Richa cita o exemplo utilizado em Curitiba, que garantiu diversos prêmios nacionais.
11h03 - Richa cita a importância de investir na educação, que é um instrumento de emancipação humana e social. E que o seu governo fará investimentos na qualidade do ensino ofertado. Também abordou investimentos na área de saúde e da habitação, como ocorreu quando prefeito de Curitiba. O governador enfatiza que não realizou nada disso sozinho. E procurar fazer algo para não decepcionar as pessoas que o apoiaram e o apóiam. Diz que não pode esquecer essa manifestação expontânea que recebe das pessoas. E cita o pai, o ex-prefeito e ex-governador José Richa, que o ensinou a fazer política. E é com essa justificativa que diz que o seu secretariado está embuido de atender às reivindicações em suas pastas. Enfatizou que não aceita falta de cinergia na sua equipe, uma vez que os recursos são escassos. E que é através das audiências públicas que consegue realizar as obras e ações necessárias à população.
11h09 - Deve haver uma relação harmoniosa entre os poderes. E Richa diz que desceu do palanque após as eleições e que busca boas parcerias.
E volta o recado aos prefeitos presentes à audiência pública, afirmando que contou com o apoio de pouco mais de 70 prefeitos nas eleições e que, agora, não haverá retaliação a quem não o apoiou, pois ele quer trabalhar pelo Paraná. Richa cita o fato de ter sentido na pele a retaliação do ex-governador Roberto Requião, quando prefeito de Curitiba, e que, por isso, quer levar ao Paraná uma administração municipalista, atendendo a todos e colocando o Estado ao lado dos municípios. Governo de portas abertas, próximo das pessoas.
11h13 - Continuando o seu pronunciamento, Richa enfatiza a prestação de contas dos seus 90 dias de governo, principalmente nos levantamentos dos contratos assinados no final da administração passada do governo do Estado. E enfatiza que o governo olhava de cara feia para os produtores rurais, para o setor produtivo, desanimando os investimentos que poderiam ter vindo ao Paraná. Ele afirma que perdeu-se muito espaço neste cenário, com a perda de geração de empregos. Ele cita o porto de Paranaguá, que está sendo investigado pela Polícia Federal numa série de desmandos. O mesmo com a Sanepar e a Copel, que estão apresentando crescimento logo após à eleição em que saiu vencedor. Beto Richa diz que o Estado vai voltar a enfatizar as empresas públicas do Paraná, resgatando a seriedade que o Paraná sempre teve.
11h20 - encerra o seu pronunciamento de abertura, passando neste momento para o momento de perguntas ao governador e secretários municipais.
11h21 - enquanto se recolhem os questionamentos dos prefeitos e políticos presentes à audiência pública, o prefeito de Londrina Barbosa Neto é convidado a dar as boas-vindas. Ele disse que não precisa fazer reivindicações ao governador, pois ele é de Londrina. Disse que ele sabe o que precisa fazer e quais as necessidades de Londrina. E agradece o espírito democrático e republicana com todos os prefeitos do Paraná. Lembrou que Richa acabou de completar os 100 dias de governo. E afirmou que à tarde poderá apresentar as reivindicações de Londrina à tarde, em reunião privada. Falou sobre as penitenciárias, IML, pavimentação asfáltica, duplicação da PR-445, as desapropriações do entorno do Aeroporto, apenas para citar algumas das necessidades do município que depende muito desta parceria com o governo do Estado.
11h25 - ainda durante o recolhimento das perguntas dos presentes, o prefeito de Cambé e presidente da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), João Pavinatto, é convidado a falar aos presentes.
Disse que a região norte do Estado fica muito enaltecida ao ter sido escolhida para sediar a primeira audiência pública e que espera que as reivindicações sejam atendidas. Ele cita o fato das audiências públicas estar na constituição e ser uma obrigação das autoridades políticas em ouvir a comunidade. A Amepar é uma grande região, com 22 municípios, mais de um milhão de habitantes e tem um papel muito importante no crescimento do Paraná. É uma região rica, capitaneada por Londrina, que tem muitas potencialidades e muitos problemas que, espera, que o governador Beto Richa ajude a acabar com essa questão. Pavinatto afirmou ainda que não quer manter uma rixa antiga entre capital e interior, que nos últimos anos, registrou o fluxo de investimento enriquecendo a capital e enfraquecendo o interior do Estado. E que o resultado disso, está nos índices de violência em Curitiba. E que o Richa, por ser nascido no interior e ter crescido na capital, pode ajudar a inverter esse quadro, trazendo mais investimentos para o interior do Paran. E enaltece a importância de se criar o núcleo industrial do norte do Paraná, trabalhando não só com a industrialização, mas também na agroindústria regional. E como prefeito e liderança regional no Paraná, quero enfatizar essa parceria com o governo do Estado, que tem como trazer um crescimento para nós.
11h34 - prefeito de Londrina, Barbosa Neto, o governador Beto Richa, o presidente da CMTU, André Nadai, o secretário de Ambiente, José Faraco, assinam termo de cooperação entre município e Estado.
A secretária de Justiça Maria Tereza Uilie Gomes explica esse termo de cooperação técnica, que é um problema muito sério no Estado, o sistema carcerário. E cita o caso dos distritos policiais de Londrina que é caótica, com local onde cabe quatro presos e ficam 32 ou mais, não havendo a ressocialização. E com a possibilidade da prefeitura de Londrina conseguir utilizar os resíduos sólidos da construção civil, se reverter com o trabalho de detentos na construção de casas para a comunidade carente. E com isso, conseguirá a construção coletiva de um programa concentrado. E assim reverter o quadro de uma situação caótica, ressocializando os detentos.
11h39 - Os representantes das entidades sociais de Londrina e região pudessem falar ao governador. Rosalina Batista, que fala em nome das entidades sociais solicita a inclusão do projeto Mãe Paranaense, seguindo o exemplo do Mãe Curitibana, para resolver o problema de saúde em Londrina. E cita também a questão de outros casos de infraestrutura e educação na cidade que devem e podem ser atendidas pelo governo do Estado. E que ele possa se empenhar para que o Paraná consiga recursos do PAC para o combate à violência contra a mulher.
11h47 - o governador anunciou que no próximo mês começa a construção do viaduto do Jamile Dequechi, tão esperada pela comunidade local, na PR-445. E que a duplicação da PR-445 até Mauá da Serra, está em negociação com outros organismos para que possa realizar o início da obra até o ano que vem, que é uma grande demanda. Também falou, respondendo à Rosalina Batista, que irá, ainda este ano, implantar o Mãe Paranaense.
11h50 - O engenheiro Osmar Alves fala em nome do Sinduscon. Alves lembra do papel da construção civil na economia, na geração de impostos e empregos. Diz que o setor ficou esperançoso no governo do Richa, principalmente diante do anúncio da construção das habitações, através de parcerias entre o poder público e iniciativa privada. E sugere ao governador que possa haver uma parceria para a formação de mão-de-obra junto com as entidades sociais para construir as casas. População ganha e todos ganham. E que isso será apresentado futuramente. O que preocupa hoje, é que nesta moratória declarada recentemente pelo governo, várias pequenas e médias empresas estão passando por dificuldades. E o Sinduscon quer ser ponte para tentar resolver os casos mais pontuais, não permitindo que as empresas quebrem, fechem, com grande número de demissões. E se coloca à disposição para tentar resolver juntos o problema dessas empresas.
11h56 - Secretário de Desenvolvimento Urbano, Cesar Silvestri, já se apresenta com uma resposta ao Osmar Alves, dizendo que houve determinação de Beto Richa para que não cause nenhum tipo de prejuízo ou transtorno em empresas da construção civil no Paraná. E que há alguns entraves jurídicos a serem resolvidos.
12h - Neste momento, tem início o período de questionamentos aos secretários e ao governador de questões pontuais dos municípios.
Dentro de instantes, o governador concederá entrevista coletiva à imprensa. E à tarde haverá encontro dos prefeitos da região da Amepar com o governador e, também, momento para que todos os secretários possam ouvir as demandas da comunidade em geral.
Encerramos neste momento o período de transmissão dessa audiência pública.
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