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17/06/2011 às 18:43 - Atualizado em 17/06/2011 às 18:53
Pouco mais de 20 pessoas compareceram ao protesto intitulado "SOS Londrina – Cidade Limpa, Prefeitura Suja", no final da tarde desta sexta-feira (17), em frente a Prefeitura de Londrina. Apesar de poucos, com cartazes com os dizeres: "Exigimos uma Comissão Processante" e "Cadeia ao Barbosa Corrupto", os manifestantes estavam munidos de apitos, narizes de palhaço, fizeram muito barulho em frente a administração municipal.
O movimento atraiu também a curiosidade e manifestação de quem passava de carro pela Avenida Duque de Caxias. Muitos motoristas, inclusive das empresas de transporte público, buzinaram a favor do protesto contra os recentes escândalos envolvendo a administração municipal e diversos secretários. Mobilizados pela divulgação do protesto através da rede social Facebook, internautas e a população em geral compareceram e demonstraram sua indignação.
O estudante de jornalismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Yuri Martinez, ficou sabendo do protesto através da rede social. Ele comentou que a cidade está carente de manifestações, principalmente a estudantil. "Vieram poucas pessoas, mas a manifestação de hoje vai criar volume para as próximas. A de hoje é mais que urgente em relação à esfera política que vivemos", comentou.
Já o presidente do Centro de Direitos Humanos (CDH) de Londrina, Carlos Santana, acredita que os movimentos sociais vão ganhar força com o protesto. "Não importa quem é o gestor. O que não queremos são as irregularidades com o povo. Seja na saúde, no sistema carcerário, não importa", avaliou.
O presidente da Juventude do Partido Progressista (PP) de Londrina, Douglas do Basseto, disse estar indignado com o possível envolvimento da primeira-dama, Ana Laura Lino, no recente escândalo da saúde na cidade. "Em depoimentos do Ministério Público a chamaram de 'madrinha da saúde', mas quem tem que mandar na saúde é a secretária municipal. Não uma pessoa de fora como ela", analisou.
Basseto disse que gostaria de ter uma conversa com o prefeito e saber como ele lida com o fato de seu próprio filho estar doente e ter conhecimento do esquema de desvio de recursos da saúde. "Queria poder perguntar a ele como se sente. O filho dele não precisa do SUS e deve se tratar até mesmo fora de Londrina. Mas imagina para quem é pobre, carente. É muito complicado", disparou.
O trabalhador Francisco de Souza questionou o fato de Barbosa Neto ter declarado que era de origem pobre durante sua campanha à prefeitura da cidade, em 2009. "Cadê a origem dele? Cadê a humildade?", questionou. "O que estamos vendo é uma pouca vergonha", disparou.
O professor do ensino médio, Lucas Perucci, que támbém participa do Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região analisa que a principal questão da cidade é repensar em um modelo de municipalização dos serviços da saúde e também a melhora no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
A Guarda Municipal e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) acompanharam o movimento de longe.
No Calçadão
Neste sábado (18), entidades como o Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região, Centro de Direitos Humanos (CDH) de Londrina, Igreja Católica, Conselhos de Saúde do Leonor, entre outras organizações, participam de um novo protesto, chamado "Basta! Londrina Sangra! Chega de Corrupção".
A manifestação será realizada às 9h30, no Calçadão de Londrina, em frente às Lojas Riachuelo. Durante o ato público será distribuída uma carta aberta a toda comunidade.
17/06/2011 às 18:43 - Atualizado em 17/06/2011 às 18:53
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