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01/07/2011 às 10:37 - Atualizado em 01/07/2011 às 18:41
Divulgação SESA

Os repasses municipais foram suspensos no dia 1º de junho; Estado assumiu por três meses e renovou por outros três
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) prorrogou por mais três meses o repasse ao Hospital Evangélico para pagamento de plantonistas de urgência e emergência. O acordo foi assinado nesta quarta-feira (29) para atender emergencialmente o sistema de plantões de sobreaviso da cidade, que teve os pagamentos suspensos pela prefeitura municipal.
Para assinatura do convênio estavam presentes a chefe de gabinete da Sesa, a enfermeira londrinense Maria Goretti David Lopes, o interventor do Hospital Evangélico, Luiz Soares Koury, e o diretor de Unidades Próprias da Sesa, Charles London.
No dia 1º de junho, a prefeitura de Londrina suspendeu os recursos do sistema de urgência e emergência dos hospitais filantrópicos, como Hospital Evangélico e Santa Casa. O município alegou falta de recursos orçamentários, fato que causou grande revolta entre população, alguns vereadores e a diretoria administrativa de ambos hospitais.
O novo convênio com o Estado tem duração de três meses, visto que tem caráter emergencial e de que a atribuição de manutenção dos plantões é prerrogativa do município, divulgou a assessoria de imprensa da SESA. O Hospital Evangélico vai receber R$ 957 mil, em três parcelas, sendo as duas primeiras de R$ 378.500,00 e a terceira de R$ 200 mil.
A assessoria de imprensa da SESA também informou que a ampliação do convênio é mais uma medida que a secretaria da Saúde assume para auxiliar o município na solução da crise estabelecida na cidade em razão do encerramento do contrato com os dois convênios que prestavam serviços de saúde na cidade e que estão sob investigação do GAECO.
Os institutos Gálatas e Atlântico que gerenciavam serviços como Programa Saúde da Família e Samu funcionavam como organizações criminosas de desvio de dinheiro público, como mostrou uma investigação do Gaeco.
O município ainda não divulgou se pretende reassumir os repasses. Na última vez que foi questionado sobre o assunto, o prefeito Barbosa Neto disse que não é uma obrigação da prefeitura.
01/07/2011 às 10:37 - Atualizado em 01/07/2011 às 18:41
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