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10/07/2011 às 12:49 - Atualizado em 10/07/2011 às 13:03
Dados da Associação Brasileira de Pediatria mostram que, desde agosto de 2010, cerca de 80% dos pediatras de Londrina se descredenciaram dos planos de saúde, insatisfeitos com o valor pago pelas empresas por consultas ou procedimentos. A secretária municipal de Saúde, Ana Olympia Dornellas, mostrou-se preocupada com a estatística e acredita que isso pode trazer mais problemas ao sistema público.
"Com certeza qualquer descredenciamento médico de plano de saúde, principalmente de especialidades mais básicas como é o caso pediatria e ginecologia, acarreta um problema. Esses usuários do sistema privado acabam vindo para o sistema público, deixando a gente em uma situação complicada. Pediatria já é um déficit que nós temos, não só Londrina, mas isso já está divulgado no sistema público como um todo que existe uma carência muito grande de pediatras. Se esses usuários migrarem para o sistema público de saúde no sistema de urgência e emergência nós vamos ter problema com certeza", comentou em entrevista à rádio Brasil Sul AM.
A preocupação de Ana Olympia se justifica, principalmente em vista dos problemas recorrentes que a saúde de Londrina vêm passando e que se agravou até chegar em um decreto de calamidade pública. Desde o início do ano, a secretaria tenta conseguir um número adequado de pediatras para atendera rede municipal, mas ainda não teve sucesso. Não se passa um mês sem que o Pronto Atendimento Infantil (PAI) fique superlotado, com várias crianças esperando horas por atendimento.
O descredenciamento dos planos de saúde pode agravar essa situação, pois deixa os usuários do sistema privado com menos opções de médicos e pode os levar a procurar o sistema público. A secretária Ana Olympia acredita que é preciso uma política em nível federal de estímulo a esses profissionais, para que eles se sintam atraídos em trabalhar na rede pública e possam suprir a carência de postos vagos.
Enquanto isso não ocorre, Ana Olympia afirmou que Londrina investe em uma rede básica de atendimento, principalmente através do Programa Saúde da Família. Ela acredita que prevenindo e dando atenção às famílias, as crianças procurarão menos os serviços de urgência e emergência, destinado a casos mais graves.
Vale lembrar que o Programa Saúde da Família passa por uma reestruturação depois de meses com menos funcionários do que o requisitado. O projeto foi gerenciado por um instiuto que desviava as verbas da saúde. A prefeitura optou por uma municipalização que ainda está em andamento.
10/07/2011 às 12:49 - Atualizado em 10/07/2011 às 13:03
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