• HOSPSUS beneficia Santa Casa, Evangélico e HU, em Londrina

  • Pauline Almeida
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HOSPSUS beneficia Santa Casa, Evangélico e HU - Parra & Alegre

Programa tem como um dos objetivos diminuir a supelotação dos pronto socorros de Londrina

Três hospitais de Londrina – Santa Casa, Evangélico e Hospital Universitário – serão beneficiados pelo Programa de apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS (HOSPSUS), lançado nesta quarta-feira (13) pelo governo do Estado. O novo projeto vai investir R$ 40 milhões em 48 hospitais estrategicamente posicionados no Paraná.

Dentro da 17ª Regional de Saúde, além dos três hospitais de Londrina, a Santa Casa de Cambé (16 km de Londrina), San Rafael em Rolândia (24 km ) e Cristo Rei de Ibiporã (16 km) serão contemplados. A diretora da 17ª regional, Djamedes Garrido, ainda não sabe qual valor será repassado aos estabelecimentos, mas eles terão que cumprir metas e obrigações para receberem o repasse.

O valor da verba dependerá do número de leitos do hospital. As metas serão observadas com base em uma série de critérios, como acolhida do paciente, plantonistas, entre outros. Os hospitais começarão a receber o repasse a partir de agosto. No primeiro mês, será enviado 100% do valor, mas nos outros meses a porcentagem vai depender das metas cumpridas. Se o hospital não atingir os objetivos durante dois meses consecutivos será cortado do programa.

Djamedes acredita que o repasse de recurso vai melhorar o atendimento na região. "O recurso será passado com base na complexidade que o hospital representa. Esse ano nós vamos trabalhar na qualificação desses hospitais, com curso de gestão hospitalar para os gestores, e fortelecer a região para diminuir as demandas para Londrina", acredita.

O programa deve ajudar a diminuir a superlotação vista em Londrina. Nessa semana, por exemplo, Evangélico e Santa Casa enfrentaram superlotação durante vários dias seguidos, chegando a restringir atendimento.

"Essa semana nós tivemos prontos socorros fechados porque aumentaram os acidentes nas cidades, com atropelamentos e quedas de motos. Nós também tivemos desassistência nas Unidades Básicas de Saúde, onde faltaram equipes do Programa Saúde da Família que está apenas com 42% de cobertura da cidade e tivemos falta de médicos. Isso aumentou também as urgências clínicas, que são atendidas pelo Samu", explicou.

Londrina concentra os três maiores hospitais da região. Para diminuir a superlotação é preciso cuidar desde a atenção básica até os hospitais, e neste ano o governo do Estado decidiu investir no atendimenro de urgência e emergência e na rede Mãe Paranaense, que quer reduzir a mortalidade materno-infantil no Paraná.

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