Publicidade
25º
12º
qui - 24/05
22º
17º
sex - 25/05
23º
14º
28/12/2011 às 11:46 - Atualizado em 01/01/2012 às 12:20
A Sanepar se negou a receber o chorume produzido pela Central de Tratamento de Resíduos (CTR), localizada no distrito de Maravilha, na zona sul de Londrina. A resposta já foi formalizada através de um ofício enviado à prefeitura, que agora deve buscar uma nova saída para realizar a destinação dos resíduos produzidos pelo lixo acumulado.
A proposta de que a Sanepar fosse a receptora do líquido surgiu durante uma reunião no Ministério Público, organizada para dispor sobre o que o município deveria fazer para receber a licença ambiental do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que permitiria o funcionamento da CTR.
Divulgação
A CTR recebe o lixo em valas emegenciais, que já estão
com boa parte da capacidade comprometida
Atualmente, o espaço está com valas de emergência e em vias de se tornar um lixão, como era o Aterro do Limoeiro.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, informou que o órgão estuda um novo sistema para gerenciar o chorume produzido na CTR. No entanto, ainda não há data prevista para o lançamento do programa.
Outras alternativas pensadas pela CMTU, como no caso de um projeto da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para tratamento físico, químico e biológico do chorume, foi negado pelo IAP. "O IAP entendeu que não poderia fazer o tratamento e depois despejar o chorume tratado no solo. Há uma resolução que proíbe que isso seja feito", comentou.
Ele explicou que o líquido é recirculado no Aterro do Limeiro e também na própria CTR. Ao contrário do que divulgou o portal odiario.com, a CMTU não envia desde outubro o chorume a uma empresa de Apucarana, através de um contato emergencial firmado com a Revita. A informação foi dada por Nadai nesta tarde.
A assessoria de imprensa da Sanepar explicou que não há condições atuais para a solicitação da CMTU. O tratamento do chorume estaria fora dos padrões de tratamento da empresa, que lida apenas com esgoto doméstico.
A constatação foi feita após estudo de amostras do resíduo. Com base no relatório do material da CTR, foi verificado que a carga orgânica do chorume é elevada e corresponde a quase 20 vezes mais que o esgoto doméstico comum, alvo das atividades da empresa. O material da CTR seria equivalente a uma população de 9 mil habitantes, fator que poderia comprometer todo o trabalho das Estações de Tratamento da Sanepar.
28/12/2011 às 11:46 - Atualizado em 01/01/2012 às 12:20
Aviso importante: A reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo (textos, imagens, infográficos, arquivos em flash, etc) do portal odiario.com não é permitida e, caso se configure, poderá ser objeto de denúncia tanto nos mecanismos de busca quanto na esfera judicial. Se você possui um blog ou site e deseja estabelecer uma parceria com odiario.com para reproduzir nosso conteúdo, entre em contato pelo e-mail parceria@odiario.com.