• Hospital da Zona Sul, em Londrina, passa a atender normalmente na segunda-feira

  • Juliana Leite
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O Hospital da Zona Sul de Londrina (HZS) deve passar a atender normalmente todas as pessoas que procurarem a unidade a partir desta segunda-feira (16). Desde o dia 4 de janeiro, houve restrição no atendimento e apenas pacientes referenciados do Samu, Siate, unidades de saúde, Pronto Atendimento Municipal e Infantil (PAI e PAM) eram atendidos no local.

Segundo o diretor do HZS, Weber Arruda Leite, a decisão da retomada foi acordada durante reunião realizada na manhã desta sexta-feira (13) com o Comitê de Urgência e Emergência de Londrina. Segundo ele, o município teria solicitado mais prazo ao hospital, pois ainda não havia conseguido regularizar a situação dos postos de saúde.

Com a mudança, o atendimento no HZS havia caído drasticamente, de uma média diária de 250 pacientes atendidos, o número foi para cerca de 30. Ele explicou que a diferença se justifica por conta da triagem feita pelos atendentes, que eram orientados a atender somente as pessoas referenciadas pelos órgãos de saúde e a classificação de risco. "Essa mudança mostrou que o hospital estava fazendo um papel mais de ambulatório do que cumprindo sua própria finalidade, de atendimento a doentes mais graves", comentou.

O problema é que em menos de dez dias as alterações geraram um quadro de superlotação na Unidade Básica de Saúde (UBS) do União da Vitória, na zona sul da cidade. O diretor do HZS disse que a intenção não era prejudicar o atendimento municipal, mas sim cumprir a funicionalidade do hospital, classificado como secundário. De acordo com Leite, a própria decisão já havia sido tomada em reunião do Comitê de Urgência e Emergência em agosto de 2011, com o conhecimento da Prefeitura de Londrina.

Já o diretor executivo da Secretaria Municipal de Saúde, Adilson Castro, alega que outra reunião do próprio Comitê, mas em dezembro do ano passado, determinou que a decisão fosse revogada. De acordo com ele, a restrição provocou maior tempo de espera por atendimento na UBS do União da Vitória, que segundo o diretor, conta com dois médicos plantonistas e outro do Programa Saúde da Família (PSF). "Houve demora na consulta, mas ninguém ficou sem atendimento", afirmou.

Castro ainda criticou a restrição efetuada pelo Hospital da Zona Sul, dizendo que outros hospitais, como o Universitário que tem demanda maior, não aplicaram a medida. Segundo ele, o fechamento das portas deveria ter passado por conhecimento e aprovação do Comitê, assim como do Conselho Municipal de Saúde.

Para ele, o reestabelecimento dos postos de saúde só será possível a longo prazo. "Só será possível quando tivermos toda a rede de urgência e emergência funcionando e isso depende da inauguração e funcionamento das três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Estamos construindo a primeira ainda. Além disso, esperamos que o Samu Regional esteja funcionando integralmente", alegou.

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