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08/02/2012 às 14:52 - Atualizado em 09/02/2012 às 11:56
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), será investigado pela Polícia Federal (PF) no caso de irregularidades na contratação do Instituto Atlântico para atendimento da Saúde. O procedimento foi requisitado pelo procurador regional da República, Maurício Gotardo Gerum, que atua no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre (RS).
A assessoria de imprensa do Ministério Público Federal (MPF) informou que as investigações estão em curso e por isso o procurador não iria se pronunciar no momento. Apenas com os dados que deverão ser apurados pela PF é que se poderá dar prosseguimento ao caso e se ele culminará para uma denúncia contra o prefeito.
As Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Atlântico e Gálatas foram contratadas pela prefeitura de Londrina para prestar serviços à saúde como Samu, Policlínica e Programa Saúde da Família (PSF) no ano de 2010. O Atlântico era responsável pelos serviços de atendimento do Samu.
Após o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrar a Operação Antissepsia, em maio de 2011, foi apurado que a possibilidade de envolvimento em esquema de corrupção de agentes públicos e desvio de verbas.
Quando constatados os indícios de envolvimento do prefeito Barbosa Neto pelo MP em Londrina, o caso foi remetido para Curitiba, uma vez que por ser gestor do município ele teria foro privilegiado.
Em Curitiba, após análises dos documentos e constatação de que os recursos que teriam sido desviados eram federais, o promotor do Setor de Combate aos Crimes Praticados por Prefeitos, Samir Barouki, pediu então para que o processo em que são citados o prefeito Barbosa Neto, e sua esposa, Ana Laura Lino, fosse encaminhado à Justiça Federal.
O MP em Londrina também ajuizou uma outra ação sobre o mesmo caso, mas envolvendo o Instituto Gálatas. O processo corre na 3ª Vara Criminal de Londrina, mas não relaciona o casal.
08/02/2012 às 14:52 - Atualizado em 09/02/2012 às 11:56
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