• Moradores da Chácara São Miguel reclamam de atividades da antiga pedreira Clark em Londrina

  • Juliana Leite
A A A

Os moradores da Chácara São Miguel, na zona sul de Londrina, reclamam da continuidade dos trabalhos da Comercial Londrinense de Explosivo e Mineração Ltda, a antiga pedreira Clark. Por não ter realizado o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), a empresa está sem alvará municipal e impedida de trabalhar no local. Mesmo que esporádico, o barulho tem incomodado a vida das famílias que vivem na região.

Segundo uma das representantes da associação de moradores, Maria Eliza Adames Castanha, as atividades não são constantes, mas em certos momentos é perceptível o barulho. "Tem vezes que é de manhã bem cedo. Nessa segunda-feira (6), por exemplo, eles pararam com o barulho às 8h. Às vezes a gente ouve ao entardecer, mas depende do dia. À noite, vemos luzes dos faróis dos carros que passam por lá", contou.

De acordo com ela, as atividades são feitas aleatórias, sem uma um horário fixo. "A gente vê que estão trabalhando muito pouco. Ficam por uma hora. Devem estar precisando muito de dinheiro", disparou.

O morador Rivaldir Andrade, novo presidente da associação de moradores, também reclamou do barulho. Segundo ele, nesta quarta-feira (8) também houve atividade. A entidade já teria comunicado a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) sobre o fato.

Ambos ainda destacaram que se organizar para pleitear junto à prefeitura melhorias para a região, que não possui asfalto e luz. Além disso, os moradores ainda reivindicam a coleta seletiva, assim como maior frequência no recolhimento do lixo, que ocorre apenas uma vez na semana.

"As situações anteriores prevalecem. É um negócio que vai longe e a empresa não quer perder. A gente conta com a imprensa, com a tomada de providências da prefeitura nesse sentido", disse o advogado Paulo Nolasco, que representa o grupo de moradores.

Pego de surpresa

O secretário municipal de Ambiente, Gilmar Domingues Pereira, disse que foi surpreendido com a denúncia, feita durante uma reunião na segunda-feira. Ele explicou que a Sema vai providenciar para os próximos dias uma fiscalização com uso de equipamentos específicos para checar a informação e que caso sejam constatadas irregularidades, a empresa poderá ser multada e o caso remetido para outras esferas punitivas.

A presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Regina Nabhan, também desconhecia os trabalhos da antiga pedreira e confirmou que o instituto ainda não recebeu o EIV exigido à empresa para a liberação da atividade. "Eles têm que apresentar esse estudo. Se estão trabalhando, isso está sendo feito de forma irregular", declarou.

Pela legislação municipal, as pedreiras podem ser exploradas desde que distante mil metros de áreas habitadas. Segundo Regina, há famílias que moram muito próximo da empresa. A distância chega a cerca de 250 metros apenas. "A situação é bem crítica, pois ali é considerada uma área de expansão. Parece que a pedreira não quer realizar o estudo. Mas só vamos conceder alvará se isso for apresentado", garantiu.

O diretor de tributos mobiliários da Secretaria Municipal de Fazenda, Nemias Nicolau da Silva, confirmou que até o momento o município não emitiu nenhum alvará para a empresa. De acordo com ele, representantes da pedreira teriam ainda solicitado permissão para o funcionamento do comércio atacadista da empresa no dia 25 de janeiro, no entanto, por cautela, o documento deveria ser remetido nesta semana ao Ippul para análise.

Sem atividade

A advogada que representa a antiga Pedreira Clark, Elaine de Paula Menezes, afirmou que a empresa não possui nenhuma atividade no momento. "Nem parcial ou qualquer coisa do tipo. A empresa está totalmente sem atividade", comentou.

De acordo com ela, os moradores podem ter ouvido barulho da movimentação do maquinário que regularmente é locado por terceiros. "Não teve detonação, inclusive as pedras estão cobertas por vegetação de tanto tempo que não são usadas", declarou.

Sobre a realização do EIV, ela comentou que a intenção é que o documento esteja finalizado até o fim de fevereiro. De acordo com a advogada, a empresa teria dado início a formalização do documento, mas que o estudo ainda não havia começado.

Veja também

Comente com:

Comentários

0 comentários

Shopping

Publicidade

Shopping

Publicidade

Loterias

  • Números sorteados
  • 29
  • 27
  • 19
  • 4
  • 28
  • 31

Publicidade

Aviso importante: A reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo (textos, imagens, infográficos, arquivos em flash, etc) do portal odiario.com não é permitida e, caso se configure, poderá ser objeto de denúncia tanto nos mecanismos de busca quanto na esfera judicial. Se você possui um blog ou site e deseja estabelecer uma parceria com odiario.com para reproduzir nosso conteúdo, entre em contato pelo e-mail parceria@odiario.com.

odiario.com 2010 © Todos os direitos reservados à Editora Central Ltda - O Diário do Norte do Paraná. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuido sem prévia autorização.

Receba Notícias por Email