• Prefeitura de Londrina retira verba para bosque do projeto do BID

  • Pauline Almeida
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O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) finalizou o projeto que será encaminhado ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para receber o empréstimo de R$ 43 milhões. Mas os R$ 420 mil que seriam investidos na revitalização do Bosque Central foram retirados da proposta.

A presidente do Ipppul, Regina Nabhan, alegou que a decisão foi tomada por conta da intervenção judicial que recai sobre o projeto. "As pessoas estavam se manifestando contra o projeto e o banco ficou apavorado. Mandaram a ação inclusive e o banco falou 'vamos retirar do programa para não colocar os R$ 43 milhões em risco'. Infelizmente, a cidade está perdendo porque era um investimento de R$ 420 mil para revitalização de toda a área verde do Bosque Central", disse à rádio CBN.

A Prefeitura Municipal de Londrina havia incluído na obras do espaço a reabertura da Rua Piauí, fato contestado veementemente pela ong Meio Ambiente Equilibrado (MAE) e pelo movimento Ocupa Londrina.

 

Divulgação

Prefeitura retira verba para bosque do projeto do BID - Parra & Alegre

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revitalização do espaço e volta das plantas

O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública determinou a revitalização do espaço até o dia 19 de junho e barrou a reabertura da via, sob alegação que o Bosque Central havia se transformado em Área de Preservação Permamente (APP) no novo Código Ambiental.

 

O advogado da ong MAE, Camillo Viana, criticou o posicionamento tomado pela administração em relação ao empréstimo. "Esse projeto que foi apresentado ao BID deveria ter sido revisto para ter apresentado a proposta de revitalização e não de reabertura da rua como feito e insistido pelo município. Infelizmente, agora, vem o município querer transferir para a sociedade o ônus de sua irresponsabilidade", colocou em entrevista veiculada na rádio CBN.

Dentro de 30 dias, a proposta encaminhada ao BID deve entrar em tramitação em Brasília. Para o dinheiro ser liberado, ela precisa ser aprovada pelo Senado e pelo Tesouro Nacional. Se tudo correr bem, a expectativa é que a administração possa assinar o contrato no início de setembro.

O projeto prevê a revitalização da orla do Ribeirão Cambé, do centro histórico e de prédio tombados, a construção de casas populares e obras de mobilidade urbana.

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