• Sindiserv critica contratação de terceirizadas em levantamento de escolas municipais de Londrina

  • Juliana Leite

O Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv) criticou, através de nota encaminhada à imprensa nesta sexta-feira (8), o fato do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) ter autorizado a contratação de empresas privadas para executar o levantamento das condições dos prédios das escolas públicas da cidade.

Segundo o sindicato, a medida é estranha, uma vez que a prefeitura possui equipe técnica que pode realizar o relatório. Os servidores que compõem a Diretoria de Saúde Ocupacional, segundo o Sindserv, têm a obrigação de fiscalizar as condições de trabalhos de todos os setores, inclusive os com relação às medidas de segurança e proteção contra incêncio.

De acordo com a nota, os relatórios elaborados pelo departamento teriam sido engavetados, sem que houvesse uma solução para os casos. Os levantamentos foram realizados nos últimos anos e apontaram diversas irregularidades nas condições de trabalho e também nas estruturas físicas. Os documentos haviam sido entregues à Secretaria Municipal de Educação.

Em julho de 2012, os sevidores chegaram a expor os problemas encontrados na Câmara Municipal.

"Contratar uma empresa ou várias empresas terceirizadas para fazer o mesmo trabalho que já faz setores da própria prefeitura não é solução, mas desperdício de dinheiro público que, numa situação mais aguda, poderá configurar em tese uma ação de improbidade administrativa tanto para o Prefeito quanto para os seus Secretários.

Ao contrário de terceirizar, o prefeito Alexandre Kireeff pode, simplesmente,desengavetar os relatórios já feitos e, se for o caso, atualizá-los para a realidade de hoje e utilizar esses recursos, não para novos relatórios, mas sim para solucionar os problemas.

Isto vai gerar não só economiapara o cofre público, mas respeitar o trabalho desempenhado pelo servidor", apontou a nota, assinada pelo presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja.

Serviço de engenharia

O secretário municipal de Obras e Pavimentação, Sandro Nóbrega, informou no começo da noite que o serviço é estritamente técnico e caberia a profissionais de engenharia apenas. Ele comentou que será analisada a parte elétrica das escolas.

"A gente sabe que as escolas tiveram incorporação de novos equipamentos e isso acaba sobrecarregando a instalação elétrica. Por ser um trabalho com quase 100 escolas, a Secretaria de Obras não teria condição de executar em um curto espaço de tempo", afirmou.

De acordo com ele, por isso teria sido tomada a decisão de contratar empresas e profissionais para o trabalho.

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