• Encontrados 23 hectares de desmatamento ilegal no litoral do Paraná

fotos: Fábio Nunes/IAP
  • Agência Estadual de Notícias
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O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Polícia Ambiental (BPAmb) encontraram 23 hectares de vegetação nativa desmatada em Antonina e Guaraqueçaba, no Litoral. Também foram identificados, pelos policiais militares e fiscais do instituto, dois hectares de área queimada e construções irregulares.

Os locais onde foram verificados os danos ambientais são encostas de morros, áreas consideradas de preservação permanente (APP). Para desmatá-las é necessário licenciamento ou autorização ambiental do IAP. Na maioria das vezes as áreas são abertas para o plantio de mandioca e vendidas a fazendeiros para plantio de pupunha e palmeira real, espécies consideradas exóticas.

O fiscal do IAP Sebastião Garcia de Carvalho contou que os locais eram de difícil acesso e as equipes tiveram ajuda da população. Durante o trajeto, os fiscais orientaram 131 moradores sobre a importância da preservação ambiental e a necessidade de solicitar ao IAP a autorização ou licenciamento ambiental, dependendo da atividade a ser desenvolvida.

Educação

Para o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, a ação de educação e orientação ambiental é tão necessária quanto a de fiscalização. "Mais importante que a fiscalização é a orientação à população sobre a importância de cada bioma. A multa emitida pelo fiscal pode ser paga, mas não necessariamente o dano feito ao meio ambiente será recuperado", explica o presidente.

A fiscalização foi feita na semana passada, em 30 propriedades. Os proprietários das áreas com irregularidades que não foram encontrados receberam notificações para prestar esclarecimentos ao IAP. Também foram lavrados seis autos de infração ambiental, somando mais de R$ 66 mil em multas. "Existem algumas propriedades em que nós não conseguimos encontrar ninguém, por isso ainda vamos retornar para entregar a notificação ou a autuação por desmate sem autorização", comenta Sebastião.

Preservação

Pela primeira vez em ações de fiscalização, os funcionários do IAP também visitaram áreas particulares que investem na preservação. Esses locais recebem o título de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) que podem ser municipais, estaduais e federais, de acordo com o cadastro feito pelo proprietário da área. Foram visitadas cinco RPPNS que preservam cerca de 13 mil hectares de mata nativa.

Para um dos coordenadores do IAP na Operação Verão e coordenador de RPPNS no IAP, Marcos Antonio Pinto, o objetivo das visitas é acompanhar a preservação em cada propriedade, auxiliando os proprietários no processo de manutenção e fiscalização de suas áreas.

"Durante muitos anos essa área importante de preservação ficou esquecida pelo IAP e nós precisamos recuperar o tempo perdido, apoiando e auxiliando os proprietários particulares, que preservam suas áreas de maneira voluntária. Temos que estabelecer uma parceria, séria, objetiva e participativa com quem realmente está preservando nossos ecossistemas em seu estado natural".

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