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09/02/2012 às 19:09 - Atualizado em 10/02/2012 às 10:30
A chuva desta quinta-feira (9) em várias regiões do Estado não foi suficiente para eliminar os riscos para o abastecimento com água tratada. A estiagem prolongada está reduzindo o volume de água captada nos rios e poços, comprometendo a produção e a distribuição. A Sanepar recomenda que a população intensifique o uso racional da água, pois o consumo aumentou em até 30% em várias cidades.
Em Londrina e Cambé (16 km de Londrina), onde a temperatura tem ficado 10 graus acima da média para o período, o consumo de água cresceu 30% neste mês. Nesta quinta-feira (9), os índices de reservação de água no sistema integrado caíram de 85% para 47%, o que compromete o funcionamento da rede de distribuição. Equipes da Sanepar executam manobras emergenciais para garantir o abastecimento a todas as regiões. No entanto, é possível que moradores que não possuem caixa de água fiquem desabastecidos.
O distrito de Alto Porá, no município de Ivaiporã (164 km de Londrina), também está com o abastecimento prejudicado, pois o poço que abastece a localidade teve sua bomba danificada. O conserto foi providenciado e a previsão é que o fornecimento de água seja regularizado à noite.
Em Santo Antônio da Platina (130 km de Londrina), onde o aumento no consumo chega a 14%, a produção de água tratada caiu mais de 25%. A queda se deve à redução na vazão do Ribeirão do Boi Pintado. Em média, o ribeirão fornece 220 metros cúbicos por hora, mas só é possível captar 120. Cerca de 40% da produção de água tratada para a cidade vêm de poços e não têm sido suficiente para atender a demanda.
Crítico
No Norte Pioneiro, cinco cidades apresentam quadro mais crítico com a estiagem: Cambará (134 km), Ibaiti (134 km), Siqueira Campos (166 km), Guapirama (137 km) e Wenceslau Braz (177 km). Com exceção de Guapirama, as outras são abastecidas por mananciais superficiais. Todas as fontes – poços, minas e rios – estão com a vazão reduzida pela estiagem, situação agravada no caso dos rios com desmatamento e falta de mata ciliar.
Na região de Cornélio Procópio (77 km de Londrina), a estiagem coloca em situação de risco o abastecimento de Assaí (43 km), Curiúva (121 km), São Sebastião da Amoreira (57 km), Congonhinhas (87 km) e Sapopema (100 km). Em Assaí, caiu pela metade a vazão de duas minas que integram o sistema.
Em Cianorte, Noroeste do Estado, cujo consumo de água também aumentou 30%, desde a terça-feira (7), foi necessário implantar rodízio para garantir o abastecimento. A cidade foi dividida em dois grupos, sendo que parte dos imóveis fica sem água das 8h às 15h, e os demais das 15h às 22h,
A mina que abastece Bom Sucesso do Sul teve a vazão reduzida em mais de 50%. Técnicos da empresa executam melhorias operacionais no sistema para normalizar o abastecimento.
Na região de Francisco Beltrão, Sudoeste do Estado, os municípios de Pranchita, Dois Vizinhos, Flor da Serra do Sul e Nova Prata estão em alerta. Em Pranchita, por exemplo, a vazão da mina de água onde é feita a captação baixou cerca de 24% de sua capacidade. Em Dois Vizinhos, a situação é ainda mais alarmante, pois a vazão do Rio Girau Alto já teve queda de 50%.
Os municípios vizinhos a Pato Branco - Vitorino, Bom Sucesso do Sul, São Jorge do Oeste e Verê -, no Sudoeste, também estão em situação preocupante. Em Vitorino e Bom Sucesso, onde o abastecimento é feito por minas de água, a Sanepar já precisou acionar a captação em rios devido à diminuição de 50% da vazão das minas. Em São Jorge e Verê, o consumo elevado está acima da capacidade da produção.
09/02/2012 às 19:09 - Atualizado em 10/02/2012 às 10:30
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