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10/02/2012 às 13:58 - Atualizado em 10/02/2012 às 18:46
O delegado de Polícia Civil de Bandeirantes (108 km de Londrina), Alessandro Robero Luz, foi afastado das funções nesta semana, depois que imagens de uma suposta festa realizada por presos no setor de carceragem provisória foi tornada pública. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (10), através de nota oficial, pela Divisão Policial do Interior (DPI).
A cúpula da DPI afirma que o afastamento do delegado foi adotada assim que foi tomado conhecimento das fotos em que mostram detentos tomando banho em piscina inflável, consumindo cerveja, fazendo um churrasco e até mesmo com celular preso na cintura.
Um procedimento administrativo foi instaurado pela Corregedoria da Polícia Civil para apurar as responsabilidades. O servidor envolvido poderá receber punição que vai desde uma simples advertência até a exclusão do quadro de servidores da instituição.
Divulgação

Fotos da "festa" na carceragem mostram que detentos tiveram direito a banho em piscina inflável, churrasco e cerveja
Diante deste fato, o delegado-chefe da 11ª Subdivisão Policial de Cornélio Procópio (77 km de Londrina), Marcos Belinatti, e o corregedor de área, Nelson Mizuta, estão acompanhando de perto as investigações na delegacia de Bandeirantes para que sejam tomadas as devidas providências.
De acordo com o delegado Belinatti, alguns presos e funcionários foram ouvidos nesta tarde. Ele comentou que nunca obteve a informação de que eventos como esse teriam ocorrido no local. "Nunca tivemos informações nesse sentido. Nunca ocorreu nada semelhante. Como as fotos não têm data, ainda não sabemos quando a situação foi realizada", comentou.
Até que seja designado um novo delegado para Bandeirantes, Luiz Fernando Ripp, que atualmente está a frente da unidade em Andirá (116 km de Londrina), deve assumir o trabalho interinamente.
A previsão é que a escolha do novo representante seja feita na próxima terça-feira (14), quando haverá encontro do Conselho da Polícia Civil em Curitiba.
Na nota divulgada pela Polícia Civil do Paraná, ressalta que a corporação não admite condutas que confrontem com a legislação, coloquem em risco a segurança da população ou que possam denegrir a credibilidade da instituição perante a sociedade.
Investigação no MP
A Promotoria de Justiça de Bandeirantes instaurou inquérito civil para apurar o caso. A intenção do Ministério Público, nesse primeiro momento, é verificar quando ocorreu o fato e quem eram os agentes públicos responsáveis pela unidade carcerária na ocasião.
Com base nesses dados serão levantadas as responsabilidades criminais e cíveis dos envolvidos. A responsável pelo caso é a promotora de Justiça Virgínia Gracia Prado Domingues.
10/02/2012 às 13:58 - Atualizado em 10/02/2012 às 18:46
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